Fala galera, neste post vamos nos aprofundar um pouco sobre a ferramenta mais versátil do desenho. O lápis de grafite. Vou indicar motivos para a sua utilização e trazer algumas informações que te ajudarão a escolher o melhor lápis para cada situação. Se você tem dúvidas de qual a graduação mais indicada para fazer seus esboços, ou onde aplicar cada graduação. Acredito que aqui você vai encontrar a resposta. Então vamos ao que interessa!
Por que usar o lápis de grafite?
Estamos tão acostumados ao uso do lápis de grafite. Ele nos acompanha desde a nossa infância, quando na nossa alfabetização fizemos os nossos primeiros traços, as primeiras letras e frases. Estamos tão acostumados a segurá-lo e a utilizá-lo para escrever e para os mais diversos fins. Além disso, é muito fácil encontrar esse tipo de lápis. Perto da sua casa provavelmente existe uma papelaria ou hoje com a internet, ficou ainda mais fácil. E normalmente eles não custam caro.
Existem diversos tipos de lápis para desenhar: o lápis carvão, de cor, charcoal e muitos outros. Mas no início, por estarmos mais familiarizados e pela facilidade do acesso, acredito que o lápis de grafite seja o mais indicado para quem está iniciando no desenho.
“Acredito que o lápis de grafite seja o mais indicado para quem está iniciando no desenho.”
O lápis de grafite é uma ferramenta muito versátil, ela nos possibilita esboçar ideias, criar a estrutura que finalizaremos com outros materiais, e até mesmo realizar desenhos finalizados.
Confira esse vídeo falando sobre a história do lápis de grafite.
Antigamente o lápis de grafite possuía um sistema de graduação indicado por números, que iam do primeiro ao quarto, indicando o grau de dureza de suas minas. Com o passar do tempo as fábricas que produzem lápis desenvolveram novas técnicas de produção, conseguindo produzir lápis de melhor qualidade e com uma gama maior de durezas.
Nesses novos lápis eles adotaram um sistema que indicava o grau de dureza por letras. Mas não deixaram de produzir os lápis que já vinham produzindo.
Podemos encontrar nas lojas lápis cujo grau de dureza ou maciez seja indicado por números e lápis cujo grau de dureza seja indicado por letras. Então é importante lembrar:
Os lápis graduados com NÚMEROS são de QUALIDADE NORMAL Os lápis graduados com LETRAS são de QUALIDADE SUPERIOR
Do que é composto o lápis
As minas do lápis grafite são compostas por grafite e argila. O traçado grosso de um lápis está em relação com o grau de dureza do mesmo. Quanto mais macio é o lápis, mais grossa é a mina, mais grafite ela possui e mais escuro é a tonalidade que conseguiremos.
“Quanto mais macio é o lápis, mais grossa é a mina, mais grafite ela possui e mais escuro é a tonalidade que conseguiremos com ele.”
Graus de dureza e usos indicados
Então, como vimos anteriormente, podemos separar os lápis em duas categorias de qualidade. Dentro dessas categorias existe uma classificação de dureza e o uso indicado para cada grau.
Lápis de qualidade normal
Caso você vá a uma papelaria e não indique o grau nem a qualidade do lápis que você deseja, é muito provável que lhe vendam um lápis número dois. É este o grau normal, nem macio, nem duro, dentro de uma qualidade normal.
Partindo deste grau médio Nº 2, todas as marcas estabelecem a seguinte ordem:
Macio
Normal
Duro
Extra-duro
Nº 1
Nº 2
Nº 3
Nº 4
Existe uma grande diferença entre um lápis macio e um lápis duro. Com o lápis macio Nº 1 é possível obter-se uma escala considerável de cinzas e um negro realmente intenso. Com ele conseguimos ter um controle maior e conseguimos obter linhas de diferentes espessuras com maior facilidade. Esses tipos de lápis são mais indicados para o desenho artístico.
“Macio e Normal: indicados para desenho artístico.”
Já com um lápis duro como o de Nº 4 sentimos menos comodidade. Não conseguimos uma escala muito ampla de cinzas, mesmo que ele seja pressionado com muita força não conseguiremos mais do que um cinza escuro. Esses tipos de lápis são mais indicados para uso em desenho linear e técnico.
“Duro e Extra-duro: indicados para desenho linear e técnico.”
Isso não quer dizer que não podemos empregar um lápis duro nos nossos desenhos. Muitas vezes teremos áreas de tonalidade clara onde poderemos empregar um lápis desse tipo, ou precisaremos fazer um estudo de perspectiva utilizando réguas, onde esses lápis se encaixam melhor.
Lápis de qualidade superior
Suponha agora que indiquemos ao vendedor que queremos um lápis de qualidade superior, ele poderá nos indicar lápis de diferentes graduações. A seguinte a classificação foi definida pela marca Koh-I-Noor e depois seguida pelas outras marcas:
Macia para fins artísticos
Média uso corrente
Dura para desenho técnico
Extra-dura para fins técnicos especiais
7B 6B 5B 4B 3B
2B (=1) B HB (=2) F
H (=3) 2H 3H (=4) 4H 5H
6H 7H 8H 9H
Na tabela está indicada a equivalência entre as graduações de qualidade superior e normal. Então o 2B é equivalente ao lápis Nº 1 de qualidade normal e assim sucessivamente.
E agora, qual tipo escolher? Precisamos de todas essas graduações?
Para o desenho artístico e pensando num plano mais econômico, podemos adotar o lápis Nº 1 de alguma boa marca. Com ele conseguiremos realizar a delineação e até desenhos mais acabados que não empreguem grandes efeitos.
Agora pensando em lápis de maior qualidade. Temos uma gama enorme de graduações disponíveis, mas será que precisamos de todas elas? A resposta é não. Com certeza teremos mais controle e flexibilidade utilizando uma gama maior de durezas, mas no início podemos começar até mesmo com um único lápis, será necessário uma destreza maior, mas é possível conseguir desenhos de ótima qualidade. Nesse caso, o nosso lápis é um 2B.
“Para iniciar, podemos começar com um único lápis, nesse caso indico um lápis 2B.”
Quando estamos começando, é até preferível desenhar com apenas um lápis. Precisamos primeiramente educar a nossa mão, para conseguir um traço fluído e expressivo. Então podemos liberar a nossa cabeça da tarefa de escolher a melhor graduação para cada caso.
Com o tempo teremos maior controle dos traços que colocamos no papel, e vamos desejar empregar e testar novos efeitos, mas mesmo dentro de todas essas opções, podemos nos limitar a três graduações que considero como sendo as essenciais, o HB, 2B e 6B.
“Para mim os lápis essenciais são HB, 2B e 6B.”
O HB como lápis quase duro ou menos macio:
O HB é o lápis de graduação média equivalente a um lápis de nº 2 da classe normal. É parente próximo da família dos duros, tendo por isso uma utilidade muito valiosa para nós. Poderemos utilizar ele para traçar as primeiras linhas do desenho. Convém que esses primeiros traços sejam fracos, com pouco grafite, para permitir o uso da borracha, retificando o que for necessário sem maiores dificuldades. Isso fará com que o trabalho se apresente mais limpo, levando em conta que nessa primeira etapa estamos constantemente passando a mão sobre a superfície desenhada.
Ele também será útil na definição de zonas mais suaves, em sombreados médios e pálidos.
o 2B como lápis macio
O tom intermediário entre o menos macio e o mais macio da série dos B. Geralmente o lápis mais usado, capaz de proporcionar uma ampla escala de tonalidades. Mas devemos ter cuidado, pois a tendência dele é tingir tudo de negro. Podemos utilizar ele em primeiros e segundos planos, e até mesmo nas áreas claras onde empregamos o lápis HB.
Com ele conseguimos um negro mais forte. Indicado para os primeiros planos e zonas de sombras. Ele não é muito indicado para zonas mais claras, pois é difícil conseguir uma tonalidade leve com ele.
Existem diversas marcas no mercado, dentre elas podemos citar:
Koh-I-Noor
Faber-Castell
Staedtler
Stabilo
Van Dike
Caran D’Ache
Na internet podemos encontrar lápis de todas essas marcas, no Brasil temos uma presença forte da Faber-Castell que produz lápis de ótima qualidade a um preço bem atraente.
Eu pessoalmente já utilizei lápis da Faber, da Koh-I-Noor, Staedtler e Stabilo.
A escolha da marca vai muito do gosto pessoal. Elas são muito semelhantes entre si. A minha experiência com a Koh-I-Noor não foi muito boa. Acho que peguei um lote não muito legal, alguns lápis pareciam ter umas pedrinhas na mina que acabavam fazendo algumas marcas indesejadas. Mas não foram em todos os lápis. Então no geral é uma marca boa.
Gostei muito dos lápis da Staedtler, são de uma qualidade excepcional. Mas, o que mais uso, são os da Faber-Castell, eles são de ótima qualidade e normalmente encontramos a um custo mais atraente.
Finalizando
Então, chegamos ao fim do nosso post. Espero que essas informações ajudem você a fazer uma boa escolha no momento de comprar um lápis para desenhar. Vou ficar feliz em saber a opinião de vocês sobre esse post, então fiquem a vontade para comentar. Então preparem seus lápis por que no próximo post iremos apontar eles. Não deixem o lápis de vocês descansar. Até o próximo post.